
Amazon firma acordos para desenvolver tecnologia de energia nuclear de pequenos reatores modulares
A gigante da tecnologia Amazon anunciou nesta quarta-feira (16) que fechou três acordos para desenvolver a tecnologia de energia nuclear de pequenos reatores modulares (SMR), entrando assim para o rol de grandes empresas de tecnologia que buscam novas fontes para suprir a crescente demanda de eletricidade dos centros de processamento de dados.
Em um dos acordos assinados, a Amazon informou que irá financiar um estudo de viabilidade para um projeto de SMR próximo a uma unidade da Energy Northwest, no estado de Washington, nos Estados Unidos. O reator está planejado para ser desenvolvido pela X-Energy, porém, os detalhes financeiros não foram divulgados.
De acordo com o acordo, a Amazon terá o direito de adquirir eletricidade de quatro módulos. A Energy Northwest, um consórcio de serviços públicos estaduais, poderá adicionar até oito módulos de 80 megawatts, resultando em uma capacidade total de até 960 megawatts, ou o suficiente para abastecer mais de 770 mil residências nos Estados Unidos.
Essa energia adicional estará disponível tanto para a Amazon quanto para as empresas de serviços públicos abastecerem residências e empresas.
“Nossos acordos irão incentivar a construção de novas tecnologias nucleares que gerarão energia nas próximas décadas”, afirmou Matt Garman, presidente-executivo da Amazon Web Services.
A energia nuclear, que produz eletricidade praticamente livre de emissões de gases de efeito estufa e gera empregos bem remunerados, recebe apoio de ambos os lados do espectro político dos EUA. No entanto, ainda não existem SMRs no país.
Empresas de tecnologia têm fechado diversos acordos com empresas nucleares, à medida que a demanda por energia aumenta com o avanço da inteligência artificial. A Microsoft assinou um acordo com a Constellation Energy em setembro para reativar uma usina nuclear, enquanto o Google anunciou parceria com a startup Kairon no último dia 14 com o mesmo objetivo.
Estima-se que o uso de energia por data centers nos EUA triplicará entre 2023 e 2030, exigindo cerca de 47 gigawatts de nova capacidade de geração, de acordo com projeções da Goldman Sachs.