
Recentemente, em uma declaração impactante, Beatriz enfatizou a importância de garantir a participação das mulheres e meninas em todas as suas formas e diversidades para materializar a política de paz total. Ela ressaltou ainda a necessidade de uma perspectiva de segurança humana e feminista nesse processo. Além disso, alertou para a situação preocupante em que os anúncios de cessar-fogo acabaram por fortalecer grupos criminosos, permitindo que intensificassem suas disputas internas e consolidassem suas economias através da violência.
Beatriz também denunciou o uso de violência de gênero por esses grupos em suas disputas territoriais e fez um apelo ao governo colombiano para dar visibilidade aos problemas enfrentados pelas mulheres no conflito, como violência sexual, confinamento e recrutamento de menores.
Um relatório divulgado recentemente pelo Grupo de Trabalho sobre crianças e conflitos armados revelou um aumento preocupante no recrutamento de menores por grupos armados nos primeiros seis meses de 2023 em comparação com todo o ano de 2022.
O relatório ainda ressalta que meninas, especialmente indígenas, afrodescendentes, venezuelanas e equatorianas, foram afetadas de forma desproporcional por essas práticas.
Carlos Massieu, enviado do representante do secretário-geral da ONU para a verificação dos acordos, alertou para um novo fenômeno de controle social, onde mulheres e jovens são direcionados até mesmo na forma como se vestem e pintam as unhas.
Antes de uma reunião importante, 11 membros do Conselho conjuntamente destacaram a urgência de proteger as mulheres, especialmente como construtoras da paz e defensoras dos direitos humanos. Essa preocupação ressalta a necessidade de ações efetivas para garantir a segurança e o bem-estar das mulheres e meninas em contextos de conflito.