
Líder opositora venezuelana faz apelo a empresas de petróleo
No dia 15 de junho, a líder opositora da Venezuela, María Corina Machado, fez um apelo às empresas de petróleo transnacionais para que deixem de operar sob um regime que ela classificou como corrupto e criminoso. Em um evento realizado em Washington e organizado pelo Georgetown Americas Institute, María Corina enfatizou a gravidade da situação da indústria petroleira venezuelana, que está sob sanções desde 2019.
Apesar das sanções, os Estados Unidos têm concedido licenças individuais para que empresas como a americana Chevron, a espanhola Repsol e a francesa Maurel & Prom continuem operando no país. María Corina alertou que essas empresas estão vinculadas à PDVSA, a empresa estatal de petróleo da Venezuela, que ela descreve como a mais corrupta do mundo, e acusada de atividades ilícitas como lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.
A líder opositora ressaltou a importância das empresas de petróleo transnacionais entenderem a gravidade da situação na Venezuela e a responsabilidade que carregam ao manterem suas operações no país. Ela destacou que a permanência dessas empresas sob um regime marcado pela corrupção e criminalidade apenas contribui para a manutenção do estado de coisas prejudiciais aos venezuelanos e à democracia.
Diante desse cenário, María Corina Machado instou as empresas de petróleo a repensarem suas operações na Venezuela e a considerarem os impactos éticos e políticos de suas ações. Seu apelo ecoa as preocupações de diversos ativistas e defensores dos direitos humanos que clamam por uma postura mais responsável das empresas em relação aos regimes autoritários e corruptos ao redor do mundo.