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Em um dos momentos mais aguardados do julgamento de Edgar Ricardo de Oliveira, o acusado foi questionado por um dos advogados de acusação sobre sua polêmica fala: “ninguém morre de graça”. Foi nesse momento que o réu afirmou que “cada um fez por si”. No entanto, ao ser indagado se essa afirmação incluía a vítima Larissa Frazão de Almeida, de apenas 12 anos, Edgar negou veementemente, alegando que o disparo que atingiu a menina foi acidental e que em nenhum momento teve a intenção de mirar nela.
Além disso, o réu alegou ter sido insultado durante uma partida de sinuca e em situações anteriores por algumas das vítimas do crime que está sendo julgado. Segundo o relato de Edgar, na manhã do dia do crime, ele teria sido ameaçado com uma arma pela vítima Orisberto Pereira Sousa. Durante as partidas da aposta, o acusado também afirmou ter sido alvo de “piadinhas” por parte dos presentes no bar. Ele apontou Maciel Bruno de Andrade Costa, outra vítima, como o responsável por criar situações e fazer com que outras pessoas se tornassem cúmplices de ações contra ele.
Além disso, Edgar admitiu ter feito uso de cocaína, que lhe foi oferecida por Ezequias, pouco antes da ação criminosa. Ele relatou que já havia utilizado a droga uma vez anteriormente, mas não repetiu o consumo devido a complicações. No entanto, decidiu utilizar a substância oferecida pelo amigo no bar após a insistência dele.
Em um momento de intensa emoção, Edgar declarou: “Aí eu juntei o ápice da raiva com tudo o que tinha acontecido. As sugestões [enviar uma mensagem de forma subliminar para alguém presente] de Bruno e aí estourou, foi e aconteceu. Foi como se a bomba finalmente explodisse, embora já tivesse sido acionada há muito tempo. Eu simplesmente não sei como perdi o controle a ponto de fazer o que fiz, pois sempre me mantive sob controle. Nunca antes em minha vida, em qualquer situação, saquei uma arma para alguém.”
Em uma declaração contundente, Edgar questionou: “Cadê as armas deles? Eles [as vítimas] não eram santos. Dizer que fui rendido, forçado a agir e atirar. Tomei precauções para não ser atingido, para não ser alvejado. Apenas isso, pois eles estavam armados, me ameaçando, preparando emboscadas contra mim constantemente. Antes de realizar o último movimento, durante o jogo, os comentários ao meu redor estavam tão pesados. Tudo por insinuações sobre a partida: ‘ele vai entregar fácil, fica te encarando para você ver. É sempre a mesma coisa’.
Edgar Ricardo de Oliveira