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República Dominicana intensifica controle de imigração haitiana com construção de muro na fronteira, gerando controvérsias e repercussões internacionais.

República Dominicana e a questão dos migrantes haitianos

Segundo estimativas da Organização Internacional para as Migrações (OIM), em 2020 mais de 1,7 milhão de haitianos estavam vivendo no exterior, o que representa 15,6% da população do país. Essa diáspora haitiana tem impactado diversos países, sendo os Estados Unidos um dos destinos mais comuns.

Os dados mais recentes da American Community Survey (ACS) de 2022 apontam que quase 731 mil imigrantes haitianos residem nos Estados Unidos, compreendendo 16% do total de 4,6 milhões de imigrantes caribenhos no país.

A República Dominicana, país vizinho do Haiti, tem sido historicamente um dos principais receptores de migrantes haitianos. De acordo com o Banco Mundial, estima-se que entre 500 mil e 1 milhão de haitianos vivam no território dominicano, muitos em situação irregular. Essa população inclui tanto migrantes recentes quanto descendentes de haitianos, enfrentando dificuldades para regularizar sua situação migratória.

Recentemente, as autoridades dominicanas têm intensificado a fiscalização, resultando na deportação de mais de 175 mil haitianos em 2023. Essas ações têm gerado críticas, com relatos de violações de direitos humanos, incluindo deportações de indivíduos nascidos na República Dominicana ou com documentação válida.

O presidente Luis Abinader anunciou a continuação da construção de um muro na fronteira com o Haiti para controlar a imigração ilegal. A obra, iniciada em 2022, cobrirá cerca de 164 quilômetros dos 391 quilômetros de fronteira. Apesar das justificativas de segurança e combate ao contrabando, há preocupações de que a barreira piore a situação humanitária dos migrantes haitianos, conforme alertam organizações internacionais.

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