
Durante mais de 60 horas, Luciana Nietto precisou recorrer a medidas extremas para garantir a respiração de sua filha, Heloísa, de 18 anos, que sofre de Atrofia Muscular Espinhal (AME). Em meio a um apagão na Grande São Paulo causado por uma tempestade, a mãe teve que conectar o aparelho respirador da jovem no acendedor de cigarro do carro, por meio de extensões, mantendo-a sempre conectada devido à gravidade de sua condição de saúde.
O drama vivido por Luciana e Heloísa revela a vulnerabilidade enfrentada por famílias em situações de emergência, como a falta de energia elétrica. Mesmo com um Cadastro de Cliente Sobrevida na residência, que garante prioridade no atendimento em casos de emergência, a Enel demorou mais do que o esperado para restabelecer o serviço na casa da família, localizada em São Bernardo do Campo.
Ao longo desses dias angustiantes, Luciana precisou recorrer a soluções improvisadas, como nobreaks e até mesmo a energia do carro, para manter os aparelhos necessários para o cuidado de Heloísa em funcionamento. A falta de previsão para o retorno do serviço fez com que a mãe buscasse ajuda em seu vizinho, que generosamente permitiu a conexão de sua casa à caixa de energia da família.
Diante de toda essa situação dramática, a preocupação com a medicação essencial para a saúde de Heloísa se tornou mais um desafio. A perda dos medicamentos refrigerados, que possuem um alto custo mensal, representa um prejuízo tanto financeiro quanto para a saúde da jovem.
Após a repercussão do caso nas redes sociais e a pressão da família, a Enel finalmente restabeleceu a energia elétrica, evitando um desfecho ainda mais trágico para Luciana e Heloísa. A situação evidencia a importância de uma atuação mais ágil e eficiente das empresas prestadoras de serviço em situações de emergência, visando garantir a segurança e o bem-estar da população.