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Obra de túnel na zona sul de SP gera polêmica e é alvo de investigação pelo Ministério Público após paralisação de 2 anos.

Projeto polêmico de túnel gera protestos de moradores na zona sul de São Paulo

Imagem ilustrativa

O ato de moradores surge um mês após a retomada do projeto, iniciado em 2011. As obras foram paralisadas dois anos depois devido à citação das construtoras na Operação Lava Jato. Agora, Galvão Engenharia e Ayla Construtora são responsáveis pela conclusão do projeto.

Especialistas dizem que túnel não vai desafogar o trânsito. Tal justificativa é rechaçada pelos moradores. “Não vai resolver o problema de mobilidade. Muitas pessoas já analisaram e nós vamos apenas criar mais trânsito e mais poluição”, avalia Victor Plese, integrante do movimento Não ao Túnel.

Obra também vai desalojar moradores de duas comunidades. Além dos prejuízos ambientais, os manifestantes criticam o desalojamento dos residentes das comunidades Luis Alves e Souza Ramos. “A obra não vai resolver nada e ainda cria problemas”, lamenta a escritora Lourdes Gutierres ao classificar o projeto como “inconsequente”. “Tem questões ambientais, urbanísticas e sociais envolvidas.”

“Já soterraram um córrego e cortaram árvores na Souza Ramos. Agora, querem desalojar a população sem nenhum suporte.”
Victor Plese, integrante do movimento ‘Não ao Túnel’

Construção na mira do Ministério Público de São Paulo. O órgão cobrou explicações da Prefeitura de São Paulo sobre a derrubada das árvores para a construção do túnel na zona sul da capital paulista. O prazo para a manifestação é de 30 dias.

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