
Na terça-feira (11), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, tomou a decisão de devolver para o governo federal a Medida Provisória do PIS/Cofins. Essa MP, apelidada de “MP do fim do mundo”, tinha como objetivo ser uma alternativa para compensar a perda de arrecadação causada pela desoneração da folha de pagamento de municípios e 17 setores da economia.
Durante um discurso na Organização Internacional do Trabalho (OIT), na Suíça, o ex-presidente Lula expressou sua opinião sobre a questão. Ele afirmou que o ex-ministro Haddad tentou “ajudar os empresários” propondo a reoneração, porém a proposta não foi aceita pelos empresários. Lula também defendeu Haddad, classificando-o como “extraordinário”, e demonstrou incomodo com as críticas direcionadas ao ex-ministro.
A devolução da MP foi interpretada como uma derrota para o governo, especialmente para Haddad. Lula, por sua vez, lavou as mãos em relação à situação, destacando que se não houver acordo sobre compensação em 45 dias, a desoneração será encerrada, cumprindo sua vontade em relação ao tema.