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Viradas no segundo turno: análise mostra que 27% dos candidatos com menor votação conquistaram prefeituras nos últimos 20 anos no Brasil.

Viradas nas Eleições de Segundo Turno: As Estatísticas dos Últimos 20 Anos

No cenário político brasileiro, uma virada a cada quatro disputas de segundo turno tem sido uma tendência nas eleições para prefeito ao longo dos últimos 20 anos. De acordo com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), das 236 disputas de segundo turno ocorridas entre 2004 e 2020, em 63 ocasiões os candidatos que tiveram uma votação menor no primeiro turno conseguiram sair vitoriosos, representando 27% do total.

Para as eleições de 2024, está previsto um segundo turno em 52 cidades, incluindo 15 capitais. Entre elas, está São Paulo, que teve uma disputa acirrada no primeiro turno e terá um embate final entre Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL), com uma diferença mínima de votos. A última virada na capital paulista aconteceu em 2012, quando Fernando Haddad (PT) conquistou a vitória sobre José Serra (PSDB).

No contexto histórico das eleições municipais, a menor diferença entre candidatos registrada em 2024 ocorreu em Camaçari (BA), com apenas 0,35 ponto percentual de vantagem para Caetano (PT) sobre Flávio (União Brasil). Se analisarmos as eleições em que a diferença de votos no primeiro turno foi menor que cinco pontos percentuais, a probabilidade de virada é ainda mais alta, como demonstrado nas estatísticas.

Um caso surpreendente ocorreu em Santo André (SP) em 2008, quando Aidan Ravin (PTB) reverteu uma diferença de 27 pontos percentuais para conquistar a vitória no segundo turno, encerrando uma gestão de 12 anos do PT no município. Esses exemplos reforçam a importância do segundo turno como uma oportunidade para mudanças significativas no cenário político local.

Nas eleições de 2024, cinco cidades com disputa de segundo turno apresentam diferenças expressivas de votação, como Petrópolis (RJ) e João Pessoa (PB), reforçando a diversidade e a dinâmica das eleições municipais no Brasil.

As eleições para prefeito são momentos decisivos na democracia brasileira, onde as viradas e reviravoltas fazem parte da essência do processo eleitoral, demonstrando a pluralidade e a imprevisibilidade do voto popular.

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