
Incêndios florestais atingem recorde no Brasil
No mês de setembro, o Brasil se viu novamente tomado pelo fogo, com uma área queimada que ultrapassou os 106 mil km², representando um aumento de 88% em relação ao mês anterior. Os dados foram divulgados pelo Monitor do Fogo da plataforma MapBiomas, que apontou que este foi o maior registro mensal desde o início da série histórica em 2019.
O sistema BD Queimadas, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), também confirmou os recordes, com um aumento significativo no número de focos de incêndio em todo o país. O acumulado do ano já se aproxima da área total do estado de Roraima, com mais de 223 mil km² impactados – um salto de 150% em relação a 2023.
A maioria das queimadas atingiu vegetação nativa, especialmente florestas, e pastagens em áreas agropecuárias. Mais de metade da área queimada nos primeiros nove meses do ano está concentrada na Amazônia, onde o período de seca tem sido particularmente severo.
De acordo com Ane Alencar, diretora de ciências do Ipam, as mudanças climáticas têm um papel crucial na intensificação dos incêndios, tornando a situação ainda mais grave. As regiões mais afetadas foram o bioma Amazônia e os estados de Mato Grosso, Pará e Tocantins, que juntos representam mais da metade da área atingida no país.
Os incêndios florestais em 2024 começaram mais cedo do que o normal, com grandes focos em Roraima e no Pantanal já nos primeiros meses do ano. A seca histórica associada ao El Niño e a ação criminosa também contribuíram para a propagação das chamas, com uma parte significativa tendo origem humana.
Diante desse cenário alarmante, é fundamental intensificar os esforços para combater os incêndios florestais e proteger a biodiversidade do Brasil.