Senador denuncia uso excessivo de verbas por ONGs no Ministério do Meio Ambiente em 2024, prejudicando a estiagem na Amazônia.

Em um pronunciamento realizado nesta quarta-feira (9), o senador Plínio Valério, do partido PSDB do Amazonas, trouxe à tona informações alarmantes sobre o uso de recursos financeiros do Ministério do Meio Ambiente por organizações não governamentais (ONGs). De acordo com o parlamentar, as ONGs já teriam utilizado a cifra de R$ 315,5 milhões em 2024, o que representaria cerca de 17% do total contratado e pago neste ano.
Valério prosseguiu apontando que a destinação de recursos do governo federal para enfrentar a estiagem em toda a Amazônia Legal é de R$ 514 milhões, o que, segundo suas palavras, revelaria uma discrepância não tão significativa em relação ao montante destinado às ONGs.
O senador também fez menção ao Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), informando que este teria atingido a marca de R$ 1,3 bilhão em aprovação para projetos e chamadas públicas, sem, no entanto, destinar recursos para a estiagem. Segundo ele, 80% do valor do Fundo Amazônia teria sido direcionado às ONGs, o que levanta questionamentos sobre a efetiva utilização desses recursos em benefício da população afetada pela seca na região.
Plínio Valério foi incisivo em suas críticas, enfatizando que as ONGs, durante um período de estiagem e calamidade pública, estariam se apropriando de recursos que deveriam ser destinados para amenizar o sofrimento da população local. Ele citou que as ONGs teriam recebido mais do que o dobro do valor destinado aos órgãos técnicos, como a Embrapa, Funai e Ibama. O senador ainda mencionou a existência de investigações sobre ONGs durante a CPI realizada, ressaltando que o relatório da mesma foi entregue ao procurador-geral da União, Paulo Gonet.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)