
Um dos assuntos mais abordados pelos meios de comunicação na América Latina é a corrupção envolvendo atores políticos. Eles se aproveitam do poder que ocupam para desviar fundos públicos em benefício próprio ou para atender às necessidades de seus partidos ou aliados.
Nesse contexto, os meios de comunicação têm um papel estratégico em sociedades democráticas, investigando casos de corrupção e fornecendo informações aos leitores para auxiliar em suas decisões políticas e até econômicas, quando atores econômicos estão envolvidos em corrupção.
Os escândalos políticos são atrativos para a população devido à sua curiosidade mórbida e à baixa confiança na classe política. Portanto, a denúncia de casos de corrupção pelos meios de comunicação torna-se uma ferramenta poderosa para responsabilizar esses atores.
O México, por exemplo, enfrenta atualmente um escândalo no governo com o presidente López Obrador criando uma candidata presidencial para as eleições de 2024 e tentando tirar uma senadora das preferências eleitorais. Nos EUA, o escândalo envolve a invasão ao Capitólio por apoiadores de Trump e a apropriação de informações confidenciais. Na França, a violência policial e a morte de um jovem árabe provocaram grandes mobilizações. Na Argentina, os julgamentos de corrupção da ex-presidente Cristina Kirchner e a tentativa de destituir ministros do Tribunal Constitucional geraram tensão política. No Brasil, os escândalos de corrupção e a marginalização social são fatores que contribuíram para a derrota eleitoral de Jair Bolsonaro.
Em resumo, os escândalos políticos resultantes de corrupção ou mudanças programáticas desempenham um papel importante na representação política, pois colocam os atores em seus devidos lugares. Dependendo de como são percebidos em cada país e grupo de poder, esses escândalos podem ter efeitos positivos ou negativos.