Risco país: entenda a importância das agências de classificação para a economia internacional.

As agências mais respeitadas nesse mercado são a Fitch, a Moody’s e a Standard & Poor’s (S&P Global), que enviam regularmente especialistas aos países avaliados para analisar as condições econômicas. Uma avaliação positiva por parte dessas agências pode resultar em um acesso mais fácil e barato para um país levantar recursos no mercado internacional, além de atrair investimentos estrangeiros.
Em 2008, o Brasil atingiu a categoria de grau de investimento, o que significa que o país estava livre do risco de calote em sua dívida pública. No entanto, em setembro de 2015, a S&P Global rebaixou o país, retirando esse grau de investimento e abrindo caminho para outros rebaixamentos por outras agências nos anos seguintes.
Recentemente, o Brasil está um nível abaixo do grau de investimento na Moody’s, ao passo que a Fitch e a S&P Global também rebaixaram a nota do país. Isso tem impacto direto nos juros dos títulos públicos emitidos pelo governo brasileiro, afetando sua capacidade de financiamento e gerando desconfiança nos investidores.
Apesar da importância das agências de classificação de risco, elas também são alvo de críticas devido a erros em previsões passadas. O episódio da crise financeira de 2008 nos Estados Unidos é um exemplo, no qual as agências falharam ao atribuírem notas altas para operações de créditos imobiliários, que acabaram resultando em um colapso econômico global.
Portanto, é essencial que os investidores e governos estejam cientes das limitações e críticas das agências de classificação de risco, buscando sempre diversificar os investimentos e considerar outras fontes de análise e avaliação econômica.