Mercado de trabalho brasileiro apresenta melhorias significativas, com recorde de população ocupada e queda no desemprego para 6,9% no segundo trimestre.

No segundo trimestre deste ano, a força de trabalho alcançou 109,4 milhões de pessoas, com 101,8 milhões de população ocupada. Já no terceiro trimestre, esse indicador chegou a 102,5 milhões de pessoas ocupadas no Brasil.
Um dos destaques apontados pelos pesquisadores do Ipea é o crescimento do emprego formal, que apresentou uma alta de 4,0% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Novo Caged registrou a criação de 1,7 milhão de novas vagas com carteira assinada, representando um aumento de 3,8% no período.
A taxa de desocupação atingiu seu menor nível desde o quarto trimestre de 2014, caindo para 6,9%. Além disso, a taxa de desemprego de longo prazo também teve uma redução significativa, assim como o desalento.
Nos setores da economia, destacaram-se áreas como transporte, informática e serviços pessoais. A maioria dos setores observou um crescimento do emprego formal, com exceção da agropecuária, serviços domésticos e setor de utilidade pública.
A renda média também teve um aumento no segundo trimestre de 2024, atingindo R$ 3.214, representando um crescimento real de 5,8%. Já a massa salarial real registrou um crescimento de 9,2% em termos interanuais, atingindo R$ 322,6 bilhões.
Apesar dos avanços, o Ipea destaca alguns desafios, como a estabilidade das taxas de subocupação e de participação da força de trabalho. O número de inativos, totalizando 66,7 milhões de pessoas fora da força de trabalho, continua sendo motivo de preocupação, assim como a situação do setor agropecuário e a persistência de problemas estruturais no mercado de trabalho. As desigualdades regionais, de gênero, raça, idade e escolaridade também continuam sendo desafios críticos a serem enfrentados.