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Documentos incriminatórios entregues ao MP-SP por ex-funcionários envolvem Alckmin e executivos da Odebrecht, mas defesa alega falta de provas legais.




Artigo Jornalístico

Documentos entregues ao MP-SP revelam detalhes sobre investigação envolvendo Geraldo Alckmin

Recentemente, o Ministério Público de São Paulo recebeu documentos cruciais para a investigação envolvendo o ex-governador Geraldo Alckmin. Os papéis foram entregues pelo ex-diretor financeiro da construtora Álvaro Novis, pelo ex-auxiliar administrativo de uma corretora de valores chamado Rogério Martins e pela transportadora de valores Transmar.

Segundo a juíza responsável pelo caso, os elementos probatórios presentes no inquérito civil não estão contaminados, pois não possuem qualquer relação com o acordo de delação premiada. Na ação, além de Alckmin, estão envolvidos Marcos Monteiro, ex-diretor da Imprensa Oficial de São Paulo, tesoureiro da campanha de Alckmin em 2014, e ex-executivos da Odebrecht como Luiz Antônio Bueno Júnior, Benedicto Barbosa da Silva Junior, Fernando Migliaccio e Hilberto Mascarenhas Alves da Silva.

O vice-presidente chegou a ter R$ 9,9 milhões bloqueados como garantia para o pagamento de uma multa em caso de condenação, porém essa medida foi suspensa em junho deste ano. Em nota à imprensa, a defesa de Geraldo Alckmin afirmou que os fatos discutidos na ação já foram objeto de decisões judiciais anteriores e que confiam na justiça para determinar a extinção do processo.

O advogado de Marcos Monteiro, Guilherme Corona, alega que todas as provas colhidas no processo são ilegais e está trabalhando pela extinção da ação. Em comunicado, Corona destacou o pedido feito ao Supremo Tribunal Federal para retirar as provas nulas do processo e reforçou que estão sendo tomadas medidas para demonstrar a ilicitude das evidências e buscar o encerramento da ação.


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