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Senado aprova Gabriel Galípolo como presidente do Banco Central do Brasil para o mandato de 2025 a 2028

Na sessão do Senado desta terça-feira (8), foi aprovada a indicação do renomado economista Gabriel Galípolo para assumir a presidência do Banco Central do Brasil no período de 2025 a 2028. Com 66 votos a favor e apenas 5 contrários, a votação secreta no Plenário confirmou o nome de Galípolo para liderar a instituição a partir de 1º de janeiro do próximo ano.

Em seu discurso após o anúncio da aprovação, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, desejou sucesso ao futuro presidente do BC, destacando a importância de seu papel para a economia nacional.

Gabriel Muricca Galípolo, atual diretor de Política Monetária do BC, foi indicado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para suceder o atual presidente, Roberto Campos Neto.

Após uma sabatina de quatro horas na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde foi aprovado por unanimidade, Galípolo, natural de São Paulo, com 42 anos de idade, tem uma sólida trajetória na área econômica, tendo ocupado cargos de destaque tanto no setor público quanto no privado.

Desafios e compromissos

Durante sua sabatina, Galípolo ressaltou os desafios que o país enfrenta na busca por uma economia mais equânime e transparente. A consolidação de uma agenda capaz de promover crescimento sustentável e eficiência produtiva, juntamente com o compromisso do Banco Central no combate à inflação, são questões prioritárias em sua gestão.

Ao mesmo tempo, houve manifestações de alguns senadores em relação às altas taxas de juros aplicadas pelos bancos públicos, destacando a importância de medidas que garantam condições mais favoráveis e justas para a população economicamente vulnerável.

Autonomia e desafios legislativos

A autonomia do Banco Central tem sido um tema em evidência, com propostas em tramitação tanto no Senado, como a PEC 65/2023, quanto na Câmara dos Deputados, como o PLP 19/2023, que buscam alterar o funcionamento e o controle da instituição.

A gestão de Galípolo será fundamental para a condução da política monetária e financeira do país, sendo crucial a manutenção da estabilidade econômica em um cenário global de desafios e incertezas.

Considerações finais

O Brasil entra em uma nova fase com a indicação de Gabriel Galípolo para a presidência do Banco Central, carregando consigo a expectativa de promover uma gestão eficiente e voltada para o benefício da sociedade como um todo. A responsabilidade e os desafios são grandes, mas a confiança no trabalho do economista sinaliza um caminho de progresso e estabilidade econômica para o país.

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