
Oposição em vantagem
Pesquisas de intenção de voto independentes dão vantagem à oposição, mas Nicolás Maduro não parece pronto a deixar o cargo. A campanha terminou na quinta-feira (25) com comícios em Caracas dos dois candidatos, Maduro e o concorrente da oposição Edmundo Gonzalez Urrutia.
O clima de final de campanha era festivo nas ruas de Caracas nesta quinta-feira. Nada sugeria que as pesquisas colocam Maduro atrás de Gonzalez Urrutia, com cerca de 30% das intenções de voto.
“Nicolas Maduro vencerá com 56% ou mais!”, exclamou Lizmary Carballo, ativista do PSVU (Partido Socialista Unido da Venezuela). “Vai ser difícil porque há muitas pessoas que não conseguem ver além da ponta do nariz e não veem o que está acontecendo”, reconheceu.
A mobilização é uma das chaves para a votação de domingo na Venezuela. Uma participação elevada poderia beneficiar a oposição que realizou uma campanha atípica. Maria Corina Machado, uma das principais líderes da direita, bastante radical em suas posições contra o governo de Maduro, venceu as primárias, mas foi declarada inelegível.
Ela foi substituída em abril passado por Edmundo Gonzalez Urrutia, um ex-diplomata, quase desconhecido, de fala mansa que nunca atacou frontalmente seu oponente. “O apelo à reconciliação entre os venezuelanos esteve no centro da minha campanha”, declarou recentemente, dizendo estar confiante na vitória.
A corrida pela presidência da Venezuela está chegando ao fim e as pesquisas de intenção de voto independentes indicam que a oposição está em vantagem. Entretanto, o atual presidente Nicolás Maduro não parece disposto a deixar o cargo sem luta.
Os comícios de encerramento da campanha, que ocorreram na quinta-feira (25) em Caracas, foram movimentados e festivos. Apesar disso, as pesquisas apontam que Maduro está atrás de seu adversário, Edmundo Gonzalez Urrutia, com aproximadamente 30% das intenções de voto.
Ativistas do PSVU, partido de Maduro, como Lizmary Carballo, demonstram confiança na vitória do atual presidente, prevendo que ele será reeleito com mais de 56% dos votos. No entanto, há uma parcela da população que está descontente com o governo e pode dar um voto de confiança à oposição.
A mobilização dos eleitores será crucial para o resultado das eleições. A oposição, liderada por Gonzalez Urrutia, tem realizado uma campanha atípica, focada em mensagens de reconciliação e unidade entre os venezuelanos. A substituição de Maria Corina Machado, uma líder de direita radical, por Gonzalez Urrutia mostra uma estratégia mais moderada por parte da oposição.
Diante desse cenário, a Venezuela aguarda ansiosamente o resultado das eleições que será decidido nas urnas no próximo domingo. A incerteza paira sobre o país, enquanto a oposição se mostra confiante em uma possível virada histórica nas eleições presidenciais.