Cometa do Século: máximo aproximação à Terra no domingo, 13, poderá ser observado com binóculos ou telescópios

O pesquisador Filipe Monteiro, do Observatório Nacional, explicou que durante agosto e setembro o cometa foi difícil de ser observado devido à baixa elongação em relação ao Sol. No entanto, na última semana de setembro, ele já podia ser avistado ao amanhecer. Entre os dias 7 e 11 de outubro, o cometa voltará a se aproximar do Sol, mas logo após essa fase será possível observá-lo logo após o pôr do sol.
A possibilidade de avistar o cometa a olho nu ainda não está garantida, pois o brilho dos cometas pode ser imprevisível. A sugestão é que binóculos ou telescópios sejam utilizados para uma melhor observação. Para quem deseja contemplar o espetáculo, é recomendado escolher um local longe da poluição luminosa e posicionar-se com os olhos ou instrumentos voltados para o horizonte leste no início da manhã.
Na segunda metade de outubro, o cometa estará visível no horizonte oeste, transitando pelas constelações do Sextante, Serpente e Ofiúco. O “Cometa do Século” recebeu esse apelido por seu brilho comparável ao do cometa Hale-Bopp, um dos mais brilhantes do século 20. Originado na Nuvem de Oort, o C/2023 A3 é um cometa não periódico, o que significa que pode passar pelo Sistema Solar apenas uma vez ou levar milhares de anos para retornar.
Os cometas, como lembrou Filipe Monteiro, são resquícios da formação do sistema solar, compostos por gelo, poeira e rochas. Eles variam em tamanho e liberam gases e poeira ao se aproximarem do Sol, formando suas características caudas brilhantes. Portanto, esse evento cósmico representa uma oportunidade única para apreciar a maravilha do universo e refletir sobre a grandiosidade do cosmos.