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Brasil coordena Grupo de Trabalho do G20 sobre Sustentabilidade Ambiental e Climática e apresenta planos para 2024.

Os ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e das Relações Exteriores (MRE) apresentaram as diretrizes do Grupo de Trabalho (GT) sobre Sustentabilidade Ambiental e Climática do G20 para 2024, sob a presidência rotativa do Brasil. Durante a abertura da sessão virtual, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou que o GT terá como prioridade identificar soluções para os desafios ambientais e climáticos em âmbito mundial, com quatro temas principais: adaptação preventiva e emergencial frente a eventos climáticos extremos, pagamentos por serviços ecossistêmicos, oceanos e resíduos e economia circular. A ministra ressaltou o objetivo do governo brasileiro de deixar um legado com a presidência do G20, buscando mudar a percepção de que o G20 é um espaço fechado e restrito apenas aos países do norte global, direcionando os trabalhos com um olhar solidário e construtivo, buscando criar pontes entre países em desenvolvimento e desenvolvidos.

Esta primeira sessão virtual contou com cerca de 800 participantes da sociedade civil, que tiveram a oportunidade de fazer perguntas aos representantes dos ministérios. O GT pretende estimular e fortalecer as discussões e formulações de políticas públicas relacionadas aos temas propostos pelo grupo, visando influenciar as decisões do G20.

Durante o encontro virtual, a organização não governamental Observatório do Clima perguntou sobre o motivo de a transição para o fim da dependência de combustíveis fósseis não ter sido incluída como tema prioritário. O embaixador André Corrêa do Lago esclareceu que este assunto pode ser melhor debatido durante as Convenções das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP) do que na cúpula do G20, devido à representatividade de 195 países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU). A ministra Marina Silva acrescentou que, mesmo que a COP 28 tenha excluído a previsão de eliminar o uso de combustíveis fósseis no planeta, o tema pode ser abordado no GT do G20.

Outro ponto relevante é o interesse dos povos indígenas em participar das discussões sobre preservação ambiental e proteção das terras indígenas.

A presidência do Brasil no G20 ocorre em um momento estratégico, com a necessidade de alinhar entendimentos sobre os temas em discussão. Esta é uma oportunidade para que o país influencie as negociações e discuta os pontos que formam a agenda da próxima cúpula dos chefes de Estado do G20, prevista para novembro, no Rio de Janeiro. Além disso, o Brasil sediará um encontro presencial do GT sobre Sustentabilidade Ambiental e Climática do G20 em Manaus, no final de junho.

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