Ministro do STF suspende condenação de cientistas que desmentiram informações falsas sobre diabetes na internet.
As cientistas recorreram ao Supremo para contestar a decisão que as obrigava a pagar uma indenização de R$ 1 mil por danos morais e remover um vídeo de um canal chamado “Nunca vi 1 cientista”. O conteúdo desmentido afirmava que a doença era causada por vermes, e a ação judicial foi movida pelo nutricionista responsável pela publicação.
Dias Toffoli destacou em sua análise do caso que os posicionamentos de Ana Bonassa e Laura Marise estavam embasados em dados científicos. Ele ressaltou a importância da liberdade de pensamento e de expressão das cientistas, apontando que as informações fornecidas por elas eram fundamentadas em fatos.
O ministro ressaltou que as declarações das cientistas constituem um exercício legítimo do direito à manifestação do pensamento e à liberdade de informação. Ele considerou que não havia justificativas suficientes para restringir a divulgação do conteúdo questionado, reforçando a relevância da expressão científica na sociedade.
Essa decisão do STF traz à tona debates importantes sobre a liberdade de expressão e a responsabilidade de combater informações falsas na internet. As cientistas Ana Bonassa e Laura Marise foram apoiadas pelo órgão máximo da Justiça brasileira, que reconheceu a validade de seus argumentos embasados na ciência em meio a um contexto de disseminação de fake news.
Essa questão levanta reflexões sobre o papel dos profissionais da área da saúde e da ciência na sociedade contemporânea, assim como a importância de garantir um ambiente propício para o debate e a disseminação de informações confiáveis e embasadas em evidências científicas.