Gestão de resíduos: o desafio dos novos prefeitos brasileiros em 2023 para melhorar a reciclagem e reaproveitamento dos materiais.
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O pesquisador Gesmar Santos, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), destaca a importância de os eleitores estarem atentos às propostas dos candidatos em relação ao tratamento do saneamento como um todo. Ele ressalta a necessidade de integrar a questão dos resíduos gerados no município às propostas apresentadas pelos gestores eleitos.
Um relatório Panorama Global do Manejo de Resíduos 2024, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, alerta para a situação preocupante em todo o mundo, onde o resíduo sólido produzido por cerca de 2,7 bilhões de pessoas não é coletado por serviços de limpeza urbana. Essa falta de controle pode resultar em impactos negativos na saúde humana e no meio ambiente, contribuindo para crises globais como mudanças climáticas, perda de biodiversidade e poluição.
No Brasil, os desafios não são apenas relacionados à coleta e destinação adequada dos resíduos sólidos, mas também à superação dos aproximadamente 3 mil lixões no país, conforme estimativa da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema). A implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos é um passo importante nesse sentido, visando substituir os lixões por aterros sanitários adequados.
Além disso, a questão dos resíduos sólidos também possui um aspecto econômico relevante. A falta de planejamento adequado para o ciclo dos resíduos pode resultar em desperdício de recursos, incluindo oportunidades de transformar os resíduos em energias renováveis, como o biometano. A implementação de Planos Municipais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos é fundamental nesse processo.
A educação ambiental é outro ponto crucial destacado pelos especialistas, envolvendo a participação de diferentes esferas de governo, iniciativa privada e sociedade civil. A conscientização da população e a promoção de práticas sustentáveis são fundamentais para a gestão adequada dos resíduos sólidos.
Em suma, a gestão eficaz dos resíduos sólidos no Brasil envolve não apenas questões ambientais, mas também econômicas, sociais e de saúde pública. É fundamental que os prefeitos eleitos estejam comprometidos com a implementação de políticas e medidas que visem a um manejo correto dos resíduos, garantindo um futuro mais sustentável para as próximas gerações.