
Trader de petróleo e gás condenado em esquema de propinas
No dia 26 de agosto, um trader do setor de petróleo e gás do estado de Connecticut, nos Estados Unidos, foi condenado em um esquema de propinas envolvendo autoridades da Petrobras. Glenn Oztemel, de 65 anos, foi considerado culpado em todas as sete acusações, incluindo lavagem de dinheiro e violação do Foreign Corrupt Practices Act.
Oztemel e outro réu, o corretor de petróleo e gás Eduardo Innecco, foram acusados de pagar propina a autoridades para favorecer as empresas Arcadia Fuels e Freepoint Commodities em contratos e informações confidenciais da Petrobras.
De acordo com os procuradores, Oztemel pagou mais de US$ 1 milhão em propinas para funcionários da Petrobras e para Rodrigo Berkowitz, trader de combustíveis da empresa brasileira em Houston. O esquema, que utilizava linguagem cifrada para se referir às propinas, durou de 2010 a 2018.
O advogado de Oztemel expressou decepção com o veredicto e afirmou que seu cliente possui um histórico de 40 anos na indústria do petróleo. Enquanto isso, Innecco aguarda extradição da França para responder às acusações nos EUA, e o irmão de Oztemel já se declarou culpado por lavagem de dinheiro.
A empresa Freepoint concordou em pagar mais de US$ 98 milhões para resolver ações judiciais relacionadas ao caso de propina nos EUA. Autoridades brasileiras também investigaram funcionários da empresa na Operação Lava Jato.
Em fevereiro de 2019, Berkowitz se declarou culpado em acusação de lavagem de dinheiro, mas ainda não foi sentenciado. O caso continua sendo acompanhado de perto por autoridades e especialistas no setor.