Reservatórios de São Paulo operam com menos de 50% da capacidade, atingindo níveis críticos para o abastecimento na região metropolitana.

Comparando com o último mês, houve uma queda significativa, já que em 31 de agosto a capacidade dos reservatórios era de 55,6%. A situação é considerada crítica, uma vez que o estado de alerta é acionado quando o volume útil atinge 40% da capacidade, um patamar que está cada vez mais próximo.
Um fator preocupante é a falta de chuvas acima da média nos mananciais que abastecem a região. Em setembro, a média histórica esperada era de 637,2 mm de chuva, porém apenas 114 mm foram registrados, representando apenas 17,9% do esperado. Essa baixa precipitação tem impactado diretamente no abastecimento de água para a população.
Além disso, dados mostram que desde 2024 não houve um único mês com entrada de água no sistema Cantareira acima da média histórica. Esta seca prolongada tem levado as instituições responsáveis a manter um bombeamento constante da Bacia do Rio Paraíba do Sul acima de 7 metros cúbicos por segundo desde junho.
Diante desses dados alarmantes, a Agência Nacional de Águas alerta que a região já passou por 66% do período seco deste ano. As projeções para os próximos meses não são animadoras, e medidas emergenciais podem ser necessárias para garantir o fornecimento de água para a população de São Paulo.