
Israel e Hezbollah: A intensificação do conflito
Um dia depois de Israel negar ter aceitado a proposta de cessar-fogo com o Hezbollah costurada pelos Estados Unidos, o premiê Binyamin Netanyahu afirmou nesta sexta (27) que vai discutir o assunto “nos próximos dias”.
A afirmação do premiê faz parte da estratégia israelense de ganhar tempo para infligir danos às capacidades militares do grupo fundamentalista libanês, aliado do Irã, que é responsável pela atual guerra no Oriente Médio.
Os confrontos entre Israel e o Hezbollah não escalaram para uma guerra aberta como em 2006, mas desde os ataques terroristas palestinos no ano passado, mais de 9.300 mísseis e foguetes foram lançados contra Israel, gerando tensões na região.
Na última semana, Netanyahu intensificou os ataques contra o Hezbollah, resultando em mortes de líderes militares do grupo e danos às estruturas. Contudo, os ataques também causaram vítimas civis, o que gerou pressão internacional sobre Israel.
Os confrontos continuam, com o Hezbollah lançando ataques com foguetes e mísseis, e aliados como os houthis, rebeldes do Iêmen, entrando no conflito. As tentativas de mediação diplomática não têm sido bem-sucedidas até o momento.
Adversários de Netanyahu questionam suas intenções, acusando-o de manter uma agenda de crise para sustentar seu governo. Além disso, a proximidade das eleições nos Estados Unidos também influencia as decisões do premiê.
Com a situação se intensificando, a comunidade internacional se mantém atenta à evolução do conflito entre Israel e o Hezbollah, enquanto os desafios para encontrar uma solução pacífica se mostram cada vez mais complexos.