Massa de rendimento dos trabalhadores brasileiros atinge recorde de R$ 326,2 bilhões, segundo dados do IBGE.

O crescimento foi significativo em relação aos trimestres anteriores, com um aumento de 1,7% em relação ao trimestre encerrado em maio deste ano e de 8,3% na comparação com o ano anterior. Além disso, o rendimento real habitual médio dos trabalhadores alcançou R$ 3.228, com variações de 0,6% na comparação trimestral e um crescimento de 5,1% no ano.
A coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy, destacou que o aumento da massa salarial está relacionado ao recorde de população ocupada no país, que chegou a 102,5 milhões de pessoas empregadas em agosto deste ano. O nível de ocupação da população também apresentou um crescimento, atingindo 58,1%.
Por outro lado, o número de trabalhadores informais também atingiu um volume recorde, com 39,83 milhões de pessoas empregadas nessa situação. O crescimento dos empregos informais foi maior do que o aumento médio da população ocupada, indicando uma tendência nesse tipo de contratação.
A população subutilizada e desalentada também apresentaram quedas significativas, demonstrando uma melhora no mercado de trabalho. A taxa de desemprego chegou a 6,6% em agosto, o menor patamar desde janeiro de 2015.
No setor econômico, destacou-se o aumento na geração de empregos em atividades como indústria, comércio, construção, transporte e armazenamento, informação e comunicação, administração pública, saúde e educação, e outros serviços. A agricultura foi a única área que registrou perda de população ocupada.
Esses dados apontam para uma recuperação gradual da economia e do mercado de trabalho no Brasil, o que reflete em um impacto positivo na renda dos trabalhadores e na redução do desemprego.