Senador concorda com proibição da UE de produtos do agronegócio brasileiro e critica posicionamento europeu sobre a Amazônia.

O senador Esperidião Amin (PP-SC) manifestou, em discurso realizado na terça-feira (17), sua concordância com a postura adotada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, em relação à proibição determinada pela União Europeia da comercialização e importação de produtos brasileiros derivados do agronegócio. A decisão foi motivada pela alegação de que produtos provenientes de áreas de desmatamento estavam sendo chancelados.
Para o parlamentar, é fundamental que o governo federal estabeleça uma distinção clara entre desmatamento ilegal, que viola as leis ambientais do Brasil, e a supressão vegetal, que é autorizada pela legislação e pelos órgãos ambientais competentes.
“Gostaria de ressaltar aqui a concordância com o posicionamento manifestado por V. Exa. [Pacheco] em relação aos produtos que não poderão mais ser importados a partir do próximo ano, caso seja comprovada sua origem em áreas de desmatamento ilegal. Quem irá julgar? Com base em qual legislação? São questões extremamente relevantes”, afirmou Amin.
O senador também criticou uma declaração feita pelo presidente da França, Emmanuel Macron, em 2019, durante o mandato de Jair Bolsonaro, acerca da situação da Amazônia. Segundo Amin, Macron teria afirmado que um verdadeiro “ecocídio” estava em curso na Amazônia e que era necessário estabelecer uma boa governança local, envolvendo organizações não governamentais e as comunidades locais. Para o parlamentar, há uma tendência europeia de atribuir ao Brasil a responsabilidade por todos os problemas na Amazônia.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)