
Provedores de internet brasileiros recebem ordem de bloqueio ao X
No dia 18 de outubro, provedores de internet brasileiros foram notificados para realizar um novo bloqueio ao X, antigo Twitter, após a rede social ter voltado a funcionar no país mesmo com uma ordem de bloqueio do Supremo Tribunal Federal (STF).
A mudança que permitiu o retorno do X ao país se deu devido a uma atualização feita no aplicativo, que alterou o IP (endereço virtual) da plataforma. Essa mudança complicou o bloqueio, uma vez que o IP passou a coincidir com o de outras empresas de hospedagem, como a Cloudflare, o que tornou arriscado derrubar o acesso novamente.
Segundo a Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), a Anatel enviou o comunicado sobre o bloqueio, orientando os provedores a bloquearem dois IPs específicos e verificarem a eficácia da medida sem prejudicar outros sites.
O conselheiro da Abrint, Basilio Perez, afirmou que as empresas receberam a ordem no final da tarde, com um prazo de 24 horas para cumprimento. Ele ressaltou a complexidade e o risco das operações de bloqueio, destacando que a função dos provedores é conectar pessoas e empresas, não realizar bloqueios.
O X confirmou a mudança de servidores, explicando que a troca foi necessária para se adequar às exigências do governo brasileiro. A empresa espera voltar a ficar inacessível em breve, mas continua colaborando para resolver a situação.
O ministro Alexandre de Moraes determinou o bloqueio completo da rede social de Elon Musk no final de agosto, após a plataforma desobedecer decisões judiciais. A volta completa do aplicativo está condicionada ao cumprimento das ordens judiciais e ao pagamento de multas.