Desmatamento no Cerrado gera emissão recorde de 135 milhões de toneladas de CO2, alerta Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia.

O estudo baseou-se nos dados do SAD Cerrado (Sistema de Alerta de Desmatamento do Cerrado), que utiliza satélites ópticos para monitorar a derrubada de árvores. Os resultados revelaram que as formações savânicas do Cerrado, que correspondem a 62% da vegetação do bioma, foram as mais afetadas, contribuindo com 88 milhões de toneladas de CO2 (65%) das emissões totais. As queimadas nas formações florestais e campestres também tiveram impacto significativo, gerando quase 37 milhões e 10 milhões de toneladas de CO2, respectivamente.
A região conhecida como Matopiba, que abrange os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, foi destacada como uma das áreas mais impactadas pelo desmatamento. Os incêndios nessas unidades federativas foram responsáveis pela liberação de 108 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera, correspondendo a 80% do total registrado no bioma do Cerrado.
Entre os estados de Matopiba, Tocantins se destacou como o maior emissor de dióxido de carbono, com mais de 39 milhões de toneladas liberadas e 273 mil hectares desmatados. Em segundo lugar, o Maranhão contribuiu com 35 milhões de toneladas de CO2 e liderou as emissões provenientes do desmatamento de formações campestres.
Além desses estados, outros como Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia, Distrito Federal e São Paulo também foram identificados como emissores de CO2 devido ao desmatamento. No Paraná, não foram detectadas emissões significativas durante o período analisado. Esses números evidenciam a urgência de ações para conter o desmatamento e suas consequências para o meio ambiente.