Ministra Marina Silva defende avaliação técnica rigorosa para pavimentação da BR-319 e alerta para impactos ambientais na região Amazônica

Há uma semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou a pavimentação de 20 quilômetros da rodovia, com planos de licitar mais 32 km de um trecho com licença ambiental desde 2007. O governo federal pretende investir R$ 157,5 milhões nesse empreendimento.
A área que está programada para ser asfaltada não faz parte dos cerca de 400 km do meio da extensão da estrada que levantam preocupações entre ambientalistas devido ao possível impacto ambiental. Marina Silva ressaltou a importância de uma avaliação técnica antes de qualquer decisão ser tomada, argumentando que atalhos no passado não apresentaram resultados positivos.
A ministra também mencionou a revogação, em julho deste ano, da licença prévia que autorizava a pavimentação de um trecho específico da BR-319, o que enfatiza a necessidade de análises minuciosas antes de avançar com o projeto. Marina enfatizou a importância de se realizar um estudo ambiental estratégico para evitar a ampliação da grilagem e do desmatamento na área, que está situada no coração da Amazônia.
Durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministra”, do Canal Gov, Marina Silva também abordou as medidas adotadas pelo governo federal no combate aos incêndios florestais. Ela destacou que a pavimentação da BR-319 sem uma avaliação apropriada pode intensificar problemas como a seca, a estiagem e os incêndios na região. A ministra reforçou a importância de se considerar os impactos ambientais de forma cautelosa antes de prosseguir com qualquer obra de infraestrutura nessa região sensível da Amazônia.