Desafios climáticos ameaçam a produção de alimentos no Brasil e impactam preços no varejo ainda em 2024, alerta economista da Ceagesp

Segundo ele, os preços ao consumidor, especialmente de cítricos como laranjas e limões, estão sob pressão devido às condições secas e instáveis que afetam a produtividade e o tempo de colheita. Essas condições climáticas favoráveis ao avanço de doenças como o Cancro Cítrico, que já causou a erradicação de milhões de pés de plantas este ano em São Paulo.
O economista destaca que a umidade é crucial para evitar um aumento significativo nos custos de produção, prevendo impactos nos preços a partir de outubro, afetando primeiro o atacado e em seguida o varejo e o consumidor final. Além dos cítricos, as hortaliças, tanto folhas quanto legumes, podem sofrer impactos a partir de dezembro devido às condições climáticas desfavoráveis.
Oliveira ressalta que o último ano foi marcado pela instabilidade climática, com flutuações na sazonalidade, dificultando o planejamento dos produtores rurais. As mudanças repentinas no clima afetam principalmente os pequenos produtores, que não possuem diversificação de culturas e têm dificuldades de investimento.
Em relação aos preços das frutas e verduras, há uma tendência de queda, mas a situação pode mudar dependendo das condições climáticas. Em relação aos incêndios florestais, as queimadas recentes no estado de São Paulo têm sido favorecidas pelo clima seco, mas as ações de combate estão controlando a situação, com a diminuição de 88% dos focos em uma semana.
A perspectiva é favorável para o controle dos incêndios, mas a Defesa Civil continua monitorando as áreas afetadas e recomenda precaução para evitar novos focos de queimadas. Os desafios climáticos e ambientais estão colocando à prova a resiliência dos produtores de alimentos no Brasil, que precisam se adaptar e se preparar para lidar com essas adversidades nos próximos anos.