Operação Mata Atlântica em Pé: Fiscalização de combate ao desmatamento se inicia em 17 estados, coordenada pelo Ministério Público de Minas Gerais.

Essa ação é resultado de uma parceria entre os ministérios públicos estaduais e os órgãos ambientais, e é dividida em quatro fases. Primeiramente, são identificadas as áreas desmatadas com base em informações da Fundação SOS Mata Atlântica e do Mapbiomas Alerta. Posteriormente, os responsáveis pelos desmatamentos são identificados pelos ministérios públicos, e as áreas são fiscalizadas pelos órgãos públicos e polícias ambientais. Em caso de detecção de desmatamento ilegal, os responsáveis são autuados e podem responder nas esferas cível e criminal.
De acordo com dados do Atlas da Mata Atlântica, houve uma queda de 27% no desmatamento do bioma entre 2022 e 2023, passando de 20.075 hectares para 14.697. Essa diminuição foi identificada em 13 dos 17 estados cobertos pelo bioma, com exceções em Piauí, Ceará, Mato Grosso do Sul e Pernambuco, onde foram registrados aumentos. No último ano, a Operação Nacional conduzida pelos ministérios públicos identificou a retirada ilegal de 17.931 hectares de vegetação nativa de Mata Atlântica.
O promotor de justiça do Ministério Público do Paraná e presidente da Abrampa, Alexandre Gaio, ressaltou a importância da operação na consolidação da fiscalização do desmatamento ilegal no bioma, contribuindo para a redução dos índices de supressão ilegal e para o enfrentamento às mudanças climáticas. O resultado da edição deste ano da operação será apresentado no dia 27 de setembro, com transmissão ao vivo pelo Ministério Público de Minas Gerais.
Portanto, a ação coordenada visa não apenas combater o desmatamento na Mata Atlântica, mas também conscientizar e responsabilizar aqueles que contribuem para a degradação desse importante ecossistema.