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O debate sobre o papel do gás na transição energética gera controvérsias e incertezas no Brasil e no mundo.

O papel do gás na transição energética em debate

A questão do papel do gás na transição energética tem sido amplamente discutida em todo o mundo. Segundo Sylvie D´Apote, diretora executiva de gás do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), o gás é considerado uma fonte “acessível e segura” no Brasil, desempenhando um papel importante na segurança energética nacional. Especialmente em um cenário em que as alternativas mais limpas, como o hidrogênio verde, ainda não estão disponíveis em grande escala.

No entanto, há críticas em relação aos incentivos do governo e um temor de que os investimentos em fontes mais limpas possam ser adiados. Carolina Marçal, coordenadora de projetos do Instituto ClimaInfo, alerta que a expansão dos combustíveis fósseis pode atrasar a transição energética, bloqueando investimentos no setor elétrico e aumentando os custos da eletricidade, agravando a crise climática.

Outra preocupação é a possível aprovação do fracking, uma prática de extração de petróleo e gás proibida em vários países, mas cogitada no Brasil. Segundo Marçal, o fracking tem alto impacto ambiental e social e continua representando uma ameaça para o país.

Marçal destaca que existem reservas potenciais de gás que poderiam ser exploradas por fraturamento hidráulico em estados como Amazonas, Pará, Piauí e Maranhão, onde não há restrições legais para o uso da técnica.

Diante desse cenário, as atuais medidas colocam em dúvida a capacidade do Brasil de implementar sua agenda climática e comprometem sua imagem como líder da transição energética, segundo Marçal.

Cenário de avanço no país

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