
A mudança climática entra na agenda das eleições americanas
A mudança climática se tornou um dos principais tópicos eleitorais das democracias e entrou em cheio na agenda das presidenciais americanas de novembro. Segundo a Brookings Institution, um centro tradicional de estudos políticos com sede em Washington, as propostas ambientais dos candidatos republicano, Donald Trump, e democrata, Kamala Harris, apresentam consideráveis diferenças.
Donald Trump, após quatro anos de mandato, destacou-se por desregulamentar questões ambientais, resultando em um alto índice de decisões anuladas pelo Judiciário. Além disso, sua retirada do Acordo de Paris de 2015 prejudicou a credibilidade internacional dos Estados Unidos, segundo a diretora para questões climáticas da Brookings.
Por outro lado, Kamala Harris, indiretamente beneficiada por debates sobre legislação para reduzir a inflação em 2022, trouxe para a discussão a ausência de uma taxa sobre a poluição de carbono nos EUA. Apesar das diferenças, ambos os candidatos concordam em manter a expansão do parque nuclear americano, que produz energia limpa.
Um último ponto de divergência entre os candidatos é sobre as reservas estratégicas de combustível dos EUA. Trump acusa Biden de esgotar essas reservas, enquanto Kamala afirma o contrário, destacando a importância da independência energética dos Estados Unidos.
Em resumo, a mudança climática e as propostas ambientais dos candidatos têm sido amplamente discutidas, refletindo as preocupações da sociedade e influenciando a agenda política das eleições americanas.