
Exportação de salmão norueguês para o Brasil
A Autoridade Norueguesa de Segurança Alimentar, Mattilsynet, fechou um acordo histórico com o Brasil para a exportação de produtos da aquicultura local, como o salmão. A partir de agora, o órgão estará apto a emitir certificados sanitários para esses produtos da aquicultura norueguesa, abrindo portas para a comercialização de filés, peixes inteiros e eviscerados em todas as formas de conservação.
Embora o bacalhau seco norueguês seja o mais conhecido no Brasil, a entrada do salmão representa uma nova possibilidade de negócios entre os dois países. As negociações para esse acordo tiveram início no ano de 2021, e o Mattilsynet precisou ajustar o certificado de acordo com os diversos padrões de segurança alimentar e insumos brasileiros.
“É importante para a indústria norueguesa de aquicultura termos acesso ao mercado brasileiro. Esse novo acesso proporciona flexibilidade à indústria e abre oportunidades para comércio e crescimento”, afirmou a ministra da Pesca e Oceanos, Marianne Sivertsen Næss.
Além de garantir a qualidade do produto, o certificado também será um meio de atestar a procedência dos alimentos. Instalações com suspeita ou confirmação de doenças específicas, como a ILA e a PD, não poderão exportar para o Brasil.
“O Brasil é um mercado com enorme potencial para os frutos do mar, e estamos muito satisfeitos em anunciar a abertura desse mercado para o salmão norueguês. Isso foi possível após esforços conjuntos de ambos os países”, disse Randi Bolstad, diretora do Conselho Norueguês de Pesca no Brasil.
O embaixador da Noruega no Brasil, Odd Magne Ruud, avaliou o acordo como uma forma de fortalecer os laços econômicos e ampliar a variedade de alimentos disponíveis para os consumidores brasileiros. Até então, o salmão consumido majoritariamente no Brasil vinha do Chile, mas agora os brasileiros terão a oportunidade de desfrutar do reconhecido salmão norueguês, conhecido pela sua qualidade excepcional e práticas de criação sustentável.
Com isso, uma nova etapa se inicia nas relações comerciais entre Noruega e Brasil, trazendo benefícios para ambas as partes e para os consumidores que poderão experimentar um novo padrão de qualidade em produtos da aquicultura norueguesa.
Por Diego Felix