
Fumaça e Vapor: O cenário do Rock in Rio 2024
No último domingo (15), durante a apresentação do Planet Hemp no palco Sunset, a fumaça tomou conta do ambiente, uma mistura de maconha e vape. O cigarro eletrônico, proibido pela Anvisa, marcou presença como uma das tendências comportamentais desta edição do Rock in Rio. Mesmo estando na lista de itens proibidos pela produção do festival, muitos usuários relataram não ter enfrentado dificuldades para entrar com seus vapes.
Em entrevistas realizadas, indivíduos anonimamente revelaram suas estratégias para driblar a proibição. Alguns esconderam o acessório no tênis no primeiro dia do evento, enquanto outros observaram a presença de vapes no público e decidiram arriscar trazendo o dispositivo consigo. A falta de fiscalização rigorosa na entrada foi evidenciada pela aparente tranquilidade com a qual os fãs de vape ingressavam no festival.
Seguranças responsáveis pela revista na entrada do evento admitiram a dificuldade em barrar todos os itens proibidos, priorizando objetos que representem riscos à segurança coletiva. A produção do Rock in Rio revelou que, somente no primeiro dia, cerca de 5 mil itens foram apreendidos na entrada, sem detalhar quais eram esses objetos.
É importante ressaltar que, no dia dedicado ao trap, o público jovem foi mais propenso a portar vapes em comparação ao público do dia do rock. A diversidade de formatos e aparências dos dispositivos pode ter contribuído para a dificuldade na identificação por parte dos seguranças.
Diante desse cenário, os fãs de vape como Felipe Almeida, de 29 anos, encontraram maneiras criativas de desfrutar de seu cigarro eletrônico durante o show do Planet Hemp. Enquanto a polêmica em torno do vape no Rock in Rio continua, permanece a incerteza sobre a eficácia das medidas de segurança adotadas em relação a esses dispositivos.