Brasil propõe desburocratizar acesso a recursos climáticos no G20

Segundo Rosito, os quatro principais fundos que estão em foco apresentam um empoçamento de recursos no montante de US$ 11 bilhões, o que impede que o financiamento chegue aos destinatários, especialmente em países pobres e em desenvolvimento. Ela ressaltou a importância desses fundos, que oferecem doações e empréstimos que podem alavancar um volume muito maior de recursos, e enfatizou a necessidade de revisão independente desses fundos.
Além disso, as reuniões da semana marcaram o início do calendário de atividades preparatórias para a cúpula do G20, que está prevista para novembro de 2024, no Rio de Janeiro. Durante a reunião dos vice-ministros de finanças e dirigentes de Bancos Centrais, houve alinhamento em torno das pautas de fortalecimento e reforma dos bancos multilaterais de desenvolvimento, criação de soluções estruturais para problemas da dívida dos países pobres e de renda média, e aumento de fluxo de capitais para países do Sul global, de forma mais estável.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da reunião conjunta das trilhas de Sherpas e de Finanças do G20 e defendeu a criação de mecanismos de taxação internacional que ajudem a financiar o desenvolvimento sustentável. Além disso, o governo brasileiro destacou que as três prioridades de discussão durante a presidência temporária do G20 serão o combate à fome, questões climáticas e governança global.
O G20 é composto por 19 países e dois órgãos regionais, representando cerca de 85% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, mais de 75% do comércio mundial e cerca de dois terços da população mundial. A presidência brasileira do grupo visa promover mudanças significativas nas políticas em relação às mudanças climáticas e ao desenvolvimento sustentável. A iniciativa do Brasil de desburocratizar e facilitar o acesso aos recursos parados nos fundos globais é um passo importante nesse sentido.