
O conflito entre Israel e o grupo militante islâmico Hamas continua a assolar a região da Faixa de Gaza, com pelo menos seis locais de combates ativos ainda próximos à fronteira. A informação foi divulgada pelo contra-almirante Daniel Hagari, principal porta-voz da Força de Defesa Israelense (FDI), em pronunciamento realizado na madrugada de hoje (horário brasileiro), manhã em Israel.
Desde o início das hostilidades no último sábado (7), o número de mortos já ultrapassa a marca dos mil, em uma das mais sangrentas escaladas de violência entre os dois lados nas últimas décadas. Os confrontos começaram após uma série de ataques do Hamas em território israelense, o que levou o governo de Israel a retaliar com pesados bombardeios em Gaza.
Segundo Hagari, os combates seguem intensos em diferentes áreas da fronteira entre Gaza e Israel, com soldados israelenses enfrentando resistência do Hamas. A situação é extremamente perigosa e requer atenção constante das tropas. O contra-almirante afirmou ainda que o objetivo principal de Israel é enfraquecer as capacidades militares do Hamas.
As autoridades israelenses afirmam que estão tomando todas as medidas necessárias para minimizar danos civis durante os bombardeios. No entanto, organizações internacionais de direitos humanos têm expressado preocupação com o crescente número de vítimas civis, incluindo crianças, e denunciado a violação dos princípios do direito humanitário por parte de ambas as partes.
O Conselho de Segurança da ONU condenou os ataques do Hamas em Israel, mas pediu moderação e o fim imediato da violência em uma reunião de emergência realizada ontem. O secretário-geral da ONU, António Guterres, também expressou profunda preocupação com a escalada do conflito e pediu um cessar-fogo imediato.
Enquanto os líderes internacionais buscam formas de mediar o conflito, a população de Gaza vive em constante medo e enfrenta dificuldades para acessar serviços básicos, como água potável e eletricidade. A ONU alertou para a grave crise humanitária na região e pediu maior acesso para a entrega de ajuda humanitária.
A comunidade internacional continua a acompanhar com apreensão a deterioração da situação no Oriente Médio, buscando soluções diplomáticas para interromper a violência que já causou inúmeras vidas perdidas e um enorme sofrimento para a população civil em ambos os lados do conflito.