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Empresários brasileiros questionam Macron sobre barreiras no acordo UE-Mercosul e recebem apoio para entrada do Brasil na OCDE

Questão ambiental do Brasil em destaque nas discussões

A questão ambiental do Brasil teve um lugar de destaque nas discussões. Os empresários brasileiros, questionaram Macron sobre as barreiras que existem em torno do acordo União Europeia e Mercosul, em discussão há mais de duas décadas.

A conhecida resistência da França, principalmente em relação ao impacto ambiental provocado pelo sistema de exploração do agronegócio brasileiro, é considerada um dos principais entraves para a conclusão do tratado de livre comércio. O presidente Macron se mostrou aberto ao diálogo, mas sempre colocando a questão ambiental no centro das preocupações, explica Pedro Antonio Gouvêa, presidente da Câmara de Comércio França-Brasil e também membro do grupo LIDE França.

“Nós temos que ter responsabilidade no agro, que não pode ser visto como um vilão. Eu tenho a impressão que a União Europeia já tem essa questão mais equacionada, de ter um diálogo que seja propositivo de forma que nós busquemos caminhos que sejam confortáveis para todo mundo”, afirmou Gouvêa.

Apoio para entrada na OCDE

O ex-ministro da Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan, acionista da empresa BRF, uma das maiores produtoras de proteína animal do mundo, destacou o apoio do presidente francês para a entrada do Brasil na OCDE, (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), defendida também pelo grupo de empresários brasileiros presentes na reunião. “A França apoia a entrada no Brasil na OCDE. Esse foi o ganho final da nossa reunião,”, afirmou Furlan. “Quando falamos do acordo União Europeia – Mercosul ele não foi tão assertivo, mas no caso da OCDE, deu um ‘sim’ muito positivo”, contou.

Na reunião, os participantes usaram uma pulseira indígena pataxó que também foi oferecida a Macron por iniciativa do francês Alexandre Allard, que há 15 anos investe no Brasil.

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