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Brasil emite 4 megatoneladas de dióxido de carbono devido a incêndios na Amazônia, Cerrado e Pantanal, alerta cientista europeu.

Vários focos de incêndio se concentram em áreas naturais-chave

Os recentes focos de incêndio na Amazônia, Cerrado e Pantanal têm preocupado especialistas em todo o mundo. De acordo com o cientista Mark Parrington, do observatório europeu Copernicus, o Brasil emitiu cerca de 4 megatoneladas de dióxido de carbono apenas neste mês, devido às chamas que atingem essas áreas.

Parrington ressaltou que globalmente foram liberadas entre 10 e 15 megatoneladas de dióxido de carbono, sendo a maioria proveniente dos incêndios no Brasil. Ele destacou a intensidade e persistência desses incêndios durante o último mês, atingindo o pico da temporada de queimadas.

Segundo autoridades, muitos focos de incêndio com fumaça se espalhando para países vizinhos têm origem criminosa e estão relacionados à atividade agrícola. O ex-presidente Lula pediu à população que denuncie os responsáveis pelas queimadas.

A seca histórica e a baixa umidade estão contribuindo para a propagação das chamas, o que os especialistas relacionam às mudanças climáticas. O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu um alerta de perigo para áreas do Sudeste e centro do país, devido aos baixos níveis de umidade.

O capitão Roberto Farina, porta-voz da Defesa Civil de São Paulo, explicou a dificuldade de combater os incêndios nessas condições. “Quando cai a noite, o solo não está ficando úmido, apenas baixa um pouco a temperatura. Parece que o incêndio foi apagado, mas a brasa continua queimando, imperceptível. No dia seguinte, começa a esquentar e a brasa volta a acender”, ressaltou o capitão.

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