Agência BrasilDestaque

A defesa do presidente Bolsonaro entrega ao STF os extratos bancários requeridos no âmbito de investigações em curso.

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro entregou nesta sexta-feira (25) ao Supremo Tribunal Federal (STF) os extratos bancários referentes ao período em que ele exerceu o cargo. A medida ocorreu de forma espontânea pelos advogados, uma semana após o ministro Alexandre de Moraes determinar a quebra do sigilo bancário de Bolsonaro. Tal quebra de sigilo está relacionada à investigação que apura o suposto funcionamento de uma organização criminosa para desviar e vender presentes recebidos por Bolsonaro de autoridades estrangeiras.

A defesa do ex-presidente afirmou que Bolsonaro está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos sobre sua movimentação bancária. Os advogados declararam que a entrega dos extratos bancários é uma forma de evitar que a máquina pública seja movimentada para apurar tais informações.

De acordo com as investigações, os desvios envolvendo os presentes recebidos por Bolsonaro iniciaram-se em meados de 2022 e terminaram no início deste ano. Entre os envolvidos estão Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e seu pai, o general de Exército, Mauro Lourena Cid. Eles são acusados de participação no esquema de desvio.

Conforme regras do Tribunal de Contas da União (TCU), presentes de governos estrangeiros deveriam ser incorporados ao Gabinete Adjunto de Documentação Histórica (GADH), setor da Presidência da República responsável pela guarda dos presentes. No entanto, segundo as investigações, tais presentes não foram catalogados e estavam no acervo pessoal de Bolsonaro.

A apresentação dos extratos bancários da época em que Bolsonaro foi presidente visa contribuir para as investigações em curso. A defesa busca cooperar plenamente com as autoridades competentes, demonstrando transparência e respeito ao Estado de Direito.

Os próximos passos do processo envolvem a análise dos extratos bancários e a apuração dos fatos relacionados à suposta organização criminosa. A Justiça tem a responsabilidade de investigar e, caso haja indícios suficientes, tomar as medidas legais adequadas. O ex-presidente seguirá à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários, a fim de colaborar com a elucidação dos fatos.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo