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Banco Central Europeu corta taxas de juros em meio a desaceleração econômica e incertezas quanto ao futuro político de flexibilização.

Banco Central Europeu corta taxas de juros

No dia 12 de agosto, o Banco Central Europeu tomou a decisão de cortar novamente as taxas de juros, em meio a preocupações com a desaceleração da inflação e o crescimento econômico instável. Este foi o segundo corte consecutivo, com uma redução de 25 pontos-base, levando a taxa para 3,5%.

Os investidores já estavam cientes da possibilidade desse corte, porém, a falta de indicações claras sobre os próximos passos do BCE deixou dúvidas no ar. Mesmo com expectativas de uma política de flexibilização contínua nos próximos meses, a instituição não forneceu pistas concretas sobre suas futuras ações.

A presidente do BCE, Christine Lagarde, afirmou em entrevista à imprensa que o conselho seguirá uma abordagem dependente de dados para decidir o nível e a duração apropriados da restrição. Ela mencionou que setembro provavelmente terá uma leitura baixa de inflação devido a efeitos de base, mas ressaltou que o aumento dos salários na zona do euro pode sustentar a inflação, mesmo com pressões moderadas de custos trabalhistas.

As projeções econômicas divulgadas pelo BCE mostraram um crescimento de 0,8% para este ano, menor do que o previsto anteriormente. A inflação deve voltar à meta de 2% apenas no segundo semestre do próximo ano, de acordo com as previsões da instituição.

O debate interno no BCE continua, com algumas autoridades defendendo mais cortes nas taxas de juros devido aos riscos de recessão, enquanto outros acreditam que a economia ainda precisa de um certo nível de restrição. O mercado de trabalho aquecido e as pressões de preços persistentes são alguns dos pontos argumentados pelos membros do conselho.

Folha Mercado

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