
O compromisso de Donald Trump em encerrar a guerra na Ucrânia
No dia 19 de agosto, o ex-presidente dos Estados Unidos e candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, anunciou que conversou por telefone com o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, e prometeu buscar uma solução para o conflito por meio de negociações entre Kiev e Moscou.
Trump, conhecido por suas críticas ao seu adversário político Joe Biden em relação à invasão russa na Ucrânia, afirmou em uma publicação na rede social Truth que a conversa com Zelenski foi “muito boa” e se comprometeu a encerrar a guerra antes mesmo de assumir a presidência em 2025.
O presidente ucraniano, Zelenski, agradeceu o apoio militar dos EUA durante o conflito, mas não mencionou negociações para o fim da guerra. Os republicanos aliados a Trump no Congresso americano são contra o auxílio militar a Kiev e atrasaram a entrega de armamentos ao país invadido.
Zelenski parabenizou Trump por sua nomeação como candidato oficial do Partido Republicano e condenou o atentado sofrido por ele. O presidente ucraniano destacou o apoio bipartidário dos EUA à liberdade e independência da Ucrânia.
Em sua declaração, Trump prometeu “trazer paz ao mundo e acabar com a guerra que já custou tantas vidas”. Ele mencionou a possibilidade de as duas partes sentarem e negociarem um acordo para acabar com a violência e promover a prosperidade, sem, no entanto, apresentar propostas concretas para encerrar o conflito.
Em uma entrevista à agência Reuters em 2023, Trump sugeriu que a Ucrânia poderia ter que ceder território para alcançar a paz, ideia rejeitada por Kiev, que exige a retirada das tropas russas do seu território antes de iniciar qualquer negociação.