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Decreto de Lula estabelece novas regras trabalhistas para terceirizados em órgãos públicos federais, visando dignidade e combate à exploração.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto que traz mudanças significativas nas regras trabalhistas dos contratos de órgãos e entidades públicas federais com empresas que fornecem mão-de-obra terceirizada. A nova norma visa alinhar as contratações do governo às orientações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), com o objetivo de proporcionar um ambiente de trabalho digno, livre de exploração de mão de obra infantil e de condições semelhantes à escravidão.

O texto do decreto, que será publicado no Diário Oficial da União, prevê medidas como regimes de trabalho mais flexíveis, compensação de horas e a possibilidade de redução da jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial em determinados casos. Além disso, a ideia é evitar a presença desnecessária de funcionários nos fins de semana, buscando otimizar a força de trabalho nos horários de maior demanda.

De acordo com o Palácio do Planalto, atualmente existem 73 mil terceirizados trabalhando em órgãos públicos federais. Outra mudança importante trazida pelo decreto está relacionada às regras de licitações para contratos de serviços contínuos. O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos destaca que algumas empresas oferecem propostas com preços mais baixos, mas que implicam em salários reduzidos.

Com a nova norma, as propostas só serão aceitas se os valores para salários e benefícios forem compatíveis com os custos estimados pela administração federal, de acordo com os editais de licitação. A regulamentação e as normas complementares para a adaptação dos órgãos e entidades serão estabelecidas pela Secretaria de Gestão e Inovação do Ministério.

Essas mudanças buscam garantir melhores condições de trabalho para os terceirizados e evitar práticas abusivas no ambiente laboral, contribuindo para o cumprimento de padrões internacionais de proteção aos direitos trabalhistas. O decreto reflete o compromisso do governo em promover um ambiente de trabalho justo e equilibrado para todos os trabalhadores.

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