Aumenta o número de internações por lesões autoprovocadas no SUS em 2023, destacando vulnerabilidade de jovens e necessidade de capacitação médica.

Segundo a entidade, os médicos de emergência foram os primeiros a prestar atendimento aos pacientes nessas circunstâncias delicadas. O aumento nas internações por tentativas de suicídio e autolesões reforça a importância de capacitar esses profissionais para lidar com esses casos com rapidez e eficiência, oferecendo um acolhimento adequado em momentos de grande fragilidade emocional.
A análise dos dados revela variações nos estados brasileiros, com alguns apresentando crescimentos alarmantes. Em Alagoas, por exemplo, houve um aumento de 89% nas internações de 2022 para 2023. Já a Paraíba e o Rio de Janeiro também chamaram a atenção, com aumentos de 71% e 43%, respectivamente. Em contrapartida, estados como São Paulo e Minas Gerais, apesar de registrarem números absolutos elevados, tiveram aumentos percentuais menores.
A entidade destaca ainda a preocupante tendência de aumento das internações por lesões autoprovocadas na Região Sul. Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul apresentaram crescimentos significativos de 2022 para 2023.
O perfil dos pacientes internados por essas lesões revela uma diferença significativa entre os sexos, com um aumento no número de internações de mulheres e uma diminuição entre os homens. O grupo mais afetado em 2023 foi o de 20 a 29 anos, seguido pelo grupo de 15 a 19 anos.
Diante desse cenário alarmante, a Abramede ressalta a importância de uma abordagem técnica aliada à identificação de sinais de vulnerabilidade emocional para oferecer um suporte integrado aos pacientes. A resposta rápida e humanizada pode fazer a diferença no prognóstico desses casos e contribuir para a prevenção de novos episódios.
No âmbito global, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para a necessidade de reduzir o estigma e promover o diálogo aberto sobre o tema do suicídio. A meta é reduzir a taxa global de suicídio em pelo menos um terço até 2030, destacando a complexidade dos desafios que levam uma pessoa a tirar a própria vida e sua relação com diversos fatores sociais, econômicos e psicológicos.