
Presidente Lula nomeia Macaé Evaristo como nova ministra dos Direitos Humanos
Publicado em 10 de setembro de 2021
No dia 9 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou a deputada estadual Macaé Evaristo como a nova ministra dos Direitos Humanos. A nomeação ocorreu em meio às acusações de assédio sexual envolvendo o então ministro da pasta, Silvio Almeida. A designação de Macaé foi oficializada em uma edição extra do Diário Oficial da União na noite da segunda-feira.
A escolha de Lula por Macaé foi realizada durante um encontro no Palácio da Alvorada, a residência oficial da presidência da República. O convite para a deputada assumir o cargo foi confirmado pelo próprio presidente em suas redes sociais, onde escreveu: “Hoje, convidei a deputada estadual Macaé Evaristo para assumir o ministério dos Direitos Humanos e Cidadania. Ela aceitou. Assinarei em breve sua nomeação. Seja bem-vinda e um ótimo trabalho”.
Após o anúncio de sua nomeação, Macaé Evaristo manifestou nas redes sociais sua disposição em enfrentar os desafios à frente da pasta, ressaltando que há muito trabalho a ser feito na área dos Direitos Humanos no Brasil. Ela expressou seu compromisso em continuar lutando pelos direitos da população.
O Ministério dos Direitos Humanos estava sob a chefia interina de Esther Dweck, que ocupava também um cargo na liderança do Ministério da Gestão. Esther assumiu temporariamente as duas funções após a demissão de Silvio Almeida na última sexta-feira.
A nomeação de Macaé Evaristo representa uma estratégia do governo para encerrar as controvérsias relacionadas às acusações de assédio contra o ex-ministro Silvio Almeida. Ao colocar uma mulher negra no cargo, o governo busca responder ao desgaste da gestão Lula diante das denúncias, além de atender às cobranças por maior representatividade feminina no primeiro escalão.
No mesmo dia em que as acusações vieram a público, Silvio Almeida foi convocado ao Palácio do Planalto para prestar esclarecimentos a outros ministros. Entre as vítimas supostamente assediadas estaria a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, que não confirmou ter sido vítima de violência.
Em uma reunião com o presidente Lula, o ex-ministro se recusou a pedir demissão e foi exonerado. Após a demissão, Anielle Franco elogiou a decisão e ressaltou seu desejo de preservar sua intimidade. Ela se disponibilizou a colaborar com as investigações em curso.
Além da nomeação de Macaé, a mesma edição do Diário Oficial da União publicou as férias de Anielle Franco, que estará ausente entre os dias 9 e 13 de setembro.