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Polêmica na deportação de criminosos afegãos: Alemanha recorre a países mediadores como o Catar, mas enfrenta questionamentos jurídicos e diplomáticos.

O governo alemão recorre à ajuda de países mediadores para deportação de criminosos afegãos

No final de agosto, o governo alemão realizou a primeira deportação de criminosos afegãos diretamente de Leipzig para Cabul sob o regime do Talibã. Segundo informações oficiais, para lidar com essa delicada questão, não foram realizadas conversas técnicas, mas sim contou-se com a colaboração de países mediadores, como o Catar.

No entanto, a forma como o ofício do Ministério do Exterior foi enviado ao Talibã chamou a atenção. O documento foi em papel timbrado e carimbado pela “Embaixada da República Federal da Alemanha em Cabul”, embora a embaixada alemã na capital afegã esteja oficialmente fechada. Esse fato levanta questionamentos sobre a legalidade dessa ação, que para o jurista Kluth pode ser considerada uma “zona cinzenta” e possivelmente uma “manobra”.

Diante desse cenário, o Ministério do Exterior alemão preferiu não comentar o caso, gerando ainda mais questionamentos sobre a conduta do governo nessa situação. A presença de conversas técnicas entre a Alemanha e os Talibãs é vista por especialistas como um possível passo em direção ao reconhecimento diplomático, algo que o lado alemão busca minimizar, mas que não passa despercebido diante das discussões sobre deportações para o Afeganistão.

Enquanto isso, a comunidade afegã na Alemanha planeja protestar em Berlim contra as novas regras impostas pelo Talibã. A primeira manifestação, que foi proibida pela polícia no início de setembro, tentará ocorrer em uma nova data, demonstrando a insatisfação desses cidadãos em relação às políticas do novo regime afegão.

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