Ministro dos Direitos Humanos demitido por denúncias de assédio sexual gera repercussão na sociedade civil e investigações policiais

Silvio Almeida ocupava a posição de ministro desde janeiro de 2023 e foi demitido após denúncias de assédio sexual virem à tona. A Coalizão Negra por Direitos, composta por 294 organizações do movimento negro brasileiro, também demonstrou solidariedade à ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, apontada como uma das vítimas, e às demais mulheres que foram vítimas de violência atribuída a Silvio Almeida.
Apesar do currículo acadêmico, capacidade de oratória e visibilidade nas redes sociais, Silvio Almeida era visto com reservas por lideranças do movimento negro. No passado, em 2020, ele assumiu a condução do Comitê de Diversidade do Carrefour após o assassinato de João Alberto Freitas em um supermercado da rede em Porto Alegre.
As denúncias contra o ministro Silvio Almeida foram divulgadas pelo portal de notícias Metrópoles e confirmadas pela organização Me Too. Mulheres afirmam ter sido assediadas sexualmente por Almeida, incluindo a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. Após as denúncias, Almeida precisou prestar esclarecimentos aos órgãos responsáveis e a Comissão de Ética da Presidência da República abriu um procedimento para investigar o caso.
O governo federal reconheceu a gravidade das denúncias e informou que o caso está sendo tratado com rigor e celeridade. A Polícia Federal também abriu investigações sobre as denúncias. Em nota à imprensa, Silvio Almeida repudiou as acusações, chamando-as de mentiras e ilações absurdas com o intuito de prejudicá-lo.