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Operação militar em Jenin resulta na morte de 14 combatentes e aumento da violência na Cisjordânia

As últimas operações militares em Jenin resultaram na morte de 14 combatentes militantes, incluindo o comandante local do Hamas. Além disso, as tropas prenderam 30 suspeitos, apreenderam armas e desmantelaram infraestruturas terroristas, como um depósito de armas localizado sob uma mesquita e uma oficina de explosivos.

No último final de semana, milhares de pessoas participaram de procissões fúnebres em Jenin, incluindo homens armados que disparavam tiros para o alto em homenagem às vítimas dos combates. Os corpos, muitos envoltos em bandeiras palestinas ou das facções Hamas, Jihad Islâmica ou Fatah, foram lembrados com pesar.

No total, 21 pessoas perderam suas vidas durante as operações, sendo que algumas delas eram civis não envolvidos, como uma adolescente de 16 anos, aparentemente alvejada por um atirador de elite enquanto olhava pela janela.

Enquanto a atenção das Forças Armadas de Israel tem sido direcionada principalmente a Gaza no último ano, a Cisjordânia tem sido palco de crescente violência, com confrontos frequentes entre as tropas israelenses e os combatentes palestinos, bem como ataques de colonos judeus a vilarejos palestinos e atentados de palestinos contra israelenses.

Segundo dados do Ministério da Saúde palestino, mais de 680 palestinos foram mortos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, com diversas vítimas sendo combatentes armados, mas também incluindo jovens manifestantes ou civis sem conexão com atos violentos.

No mesmo período, dezenas de civis israelenses perderam a vida em ataques perpetrados por palestinos, bem como em ações com foguetes e mísseis lançados pelo Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, no sul do Líbano.

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