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Ministro da Justiça demarca terras indígenas no Pará e em Mato Grosso, beneficiando mais de 1.200 indígenas de seis etnias

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, anunciou uma importante decisão nesta semana ao assinar portarias de demarcação de três terras indígenas. O encontro que marcou esse momento foi realizado com representantes dos territórios Maró, Cobra Grande, Apiaká do Pontal e Isolados, nos estados do Pará e Mato Grosso.

Essas terras abrigam um total de 1.250 indígenas de seis diferentes etnias, como Borari, Arapium, Jaraqui, Tapajó, Apiaká, Munduruku, além de povos isolados, totalizando mais de 1 milhão de hectares. A demarcação dessas terras representa não apenas o reconhecimento da ocupação tradicional desses povos, mas também a proteção do meio ambiente e da diversidade cultural existente nessas regiões.

A terra indígena Apiaká do Pontal e Isolados, localizada em Mato Grosso, é ocupada pelos povos Apiaká, Munduruku e por um grupo indígena isolado. Com uma extensão de 982.324 hectares, está sobreposta ao Parque Nacional do Juruena, sendo considerada em regime de dupla proteção. Aproximadamente 250 pessoas habitam essa região.

Por sua vez, as terras indígenas Maró e Cobra Grande, situadas no Pará, são de extrema importância para a preservação ambiental e a ocupação por populações tradicionais. A terra Maró enfrenta problemas de crimes ambientais e ameaças às lideranças indígenas, enquanto a terra Cobra Grande é ocupação tradicional dos povos Tapajó, Jaraqui e Arapium.

A decisão final sobre a demarcação dessas áreas cabe ao presidente da República, que decidirá por meio de decreto a concessão definitiva da titularidade das terras indígenas às comunidades. Essa medida reforça o compromisso do governo com a proteção dos povos indígenas e a preservação de suas terras tradicionais.

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