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Impulsividade diplomática: o caso do Canadá e a importação de agendas externas nas relações com a China.

Relações Diplomáticas entre Canadá e China

No contexto atual de relações internacionais, é indispensável discutir a importância de desenvolver uma política própria para lidar com a China. O caso recente no Canadá evidencia os riscos de adotar uma agenda estrangeira nas relações diplomáticas e econômicas com Pequim.

Washington e Ottawa possuem uma relação próxima, sendo parte dos “Cinco Olhos” e parceiros comerciais significativos. Por isso, a influência dos Estados Unidos sobre o Canadá é relevante, como visto na prisão da diretora da Huawei e nas medidas contra carros elétricos chineses.

No entanto, a imitação das ações americanas gerou consequências para o Canadá. A imposição de tarifas aos carros elétricos chineses, por exemplo, resultou em retaliação da China, que abriu uma investigação antidumping sobre a canola canadense. Essa decisão causou prejuízos imediatos aos exportadores canadenses.

Conflito Diplomático

As relações entre Canadá e China estão estremecidas, principalmente devido à adesão do Canadá às políticas americanas. A resposta da China através de medidas retaliatórias, como a investigação antidumping, demonstra a complexidade do relacionamento com o país asiático.

A importância de se desenvolver uma política autônoma diante da China é evidenciada nesse caso. Embora as pressões vindas de países como os Estados Unidos sejam relevantes, o Canadá precisa considerar suas particularidades e interesses nacionais antes de adotar medidas diplomáticas e comerciais.

Esse episódio ressalta a importância de se ter uma postura independente e estratégica nas relações internacionais, especialmente em contextos delicados como o que envolve a China. A lição que fica é que a cópia cega das ações de outros países pode trazer prejuízos significativos, como os enfrentados pelo Canadá nesse embate com a China.

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